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Ex-jogador que inspirou o filme "Um Sonho Possível" entra com processo contra a família

Michael Oher afirma que nunca foi adotado de fato por Sean e Leigh Anne Tuohy e ficou fora da divisão de lucros do filme
Publicado 15 Ago 2023 – 11:27 AM EDT | Atualizado 15 Ago 2023 – 11:27 AM EDT
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Michael Oher inspirou o filme "Um Sonho Possível" Crédito: Reprodução/Warner Bros. Pictures|Streeter Lecka/Getty Images

O ex-jogador da NFL Michael Oher, que inspirou a história retratada no filme "Um Sonho Possível", alega que os fatos foram distorcidos no longa indicado ao Oscar de 2010, não representando a realidade de sua trajetória, o que fez com que entrasse com processo contra a família Tuohy, que supostamente o adotou.

Entenda o processo pelo filme "Um Sonho Possível"

"Um Sonho Possível" gira em torno da história do jogador, descrito como um jovem adolescente negro, muito maior do que os seus colegas, pobre e quase analfabeto, que vê a vida mudar após uma oportunidade.

Michael ganha uma bolsa de estudos de uma escola por seu maior talento, que é jogar futebol americano, mas ainda precisa lidar com episódios de preconceito, se aproximando de um único estudante no local.

No desenrolar do filme, a amizade chama a atenção de uma mãe, Leigh Anne Touhy, que acaba se sensibilizando com a história do garoto e vê nele um potencial não apenas como atleta, mas como ser humano, consumando adoção.

Decidido a entrar com processo, o ex-atleta afirma que nunca foi adotado de fato por Sean e Leigh Anne Tuohy na vida real. O ex-jogador teria sido enganado a assinar um contrato sem notar o quanto as cláusulas eram absurdas.

No documento, Michael os tornaria tutores e lhes daria liberdade para fazer negócios em seu nome, mas não seria como parte da família. O acordo ainda teria dado direito à família para explorar a história sem que ele ganhasse nada por isso.

Revelada em reportagem da ESPN norte-americana, a ação foi movida em tribunal no condado de Shelby, Tennessee, nos Estados Unidos. Na época da produção, a família Tuohy negou ter lucrado com a comercialização da história.

Um levantamento mostrou que Leigh, Anne e seus dois filhos biológicos ganharam U$ 225 mil cada para permitir a produção do filme "Um Sonho Possível", além de 2,5% de lucros não definidos, nunca repartidos com Michael.

Na autobiografia "I Beat the Odds", publicada em 2011, Michael criticou a maneira como foi abordado no filme, negando que a história sobre um garoto negro, adotada por família rica que lhe deu condições, seja 100% verídica.

"Senti que me retrataram como um idiota, não como uma criança que nunca havia tido uma instrução acadêmica consistente e depois foi muito bem assim que a obteve", chegou a afirmar o ex-jogador.

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