Um dos maiores lançamentos de 2022, “Top Gun: Maverick” enfrenta problemas na Justiça dos Estado Unidos: o filme é alvo de um processo movido pela família de Ehud Yonay, o jornalista que escreveu o artigo de 1983 que inspirou o longa original da franquia, “Top Gun: Ases Indomáveis” (1986).
Segundo a viúva do jornalista, Shosh Yonay, o novo longa metragem não credita a trama ao texto publicado na revista California na década de 1980 e por isso estaria infringindo os direitos autorais. Entenda a situação abaixo!
Por que “Top Gun: Maverick” está sendo processado?

Em janeiro de 2020, completaram-se 35 anos desde que a Paramount Pictures, estúdio de “Top Gun”, comprou os direitos do artigo de Ehud Yonay para produzir “Ases Indomáveis”. Segundo a lei norte-americana, isso significa que a empresa teria que pagar novamente a família do jornalista — que morreu em 2012 — para poder usar a história na continuação “Maverick”.
Por essa razão, em uma queixa judicial, Shosh e Yuval Yonay, esposa e filho de Ehud, alegam que a Paramount não readquiriu os direitos do artigo antes de lançar o novo longa. O processo pleiteia lucros da bilheteria de “Top Gun 2” e a proibição da Paramount de distribuir o filme ou fazer sequências.
“Apesar de a sequência de 2022 ser claramente derivada da história original, a Paramount conscientemente falou em assegurar uma licença de direitos autorais fílmicos e anciliares, desrespeitando a lei de copyright vigente”, diz um trecho do processo, divulgado pelo Deadline.

Por sua vez, a Paramount afirma que já havia completado a maior parte de “Maverick” em janeiro de 2020, e que, portanto, os direitos autorais estavam garantidos. O filme entrou em produção em 2018, com previsão de ser lançado em 2019. No entanto, após uma sequência de adiamentos — grande parte causados pela pandemia de Covid-19 —, a produção foi lançada em maio de 2022.
Em declaração enviada à imprensa, o estúdio rebateu as acusações: “Esta acusação não tem mérito, e nós vamos nos defender vigorosamente”.
