Televisão 26 de fevereiro, 2021 • Por Tatiana Leonel

Como será volta de “Amor de Mãe”: cenas inéditas em retrospectiva e salto temporal

“Amor de Mãe” voltará para as telinhas da Globo a partir da próxima segunda-feira (1). De início, a novela levará ao ar 12 capítulos de retrospectiva, se dividindo na faixa nobre com a reprise de “A Força do Querer”, mas podemos esperar por surpresas de cara.

Manuela Dias, autora da produção, revelou à imprensa que teremos cenas inéditas logo no início, além de um salto temporal pós-Covid, necessário para abordar a pandemia na ficção, que acabará mexendo com a vida dos personagens. Entenda!

“Amor de Mãe” volta com retrospectiva e cenas inéditas

Depois de quase um ano fora do ar, “Amor de Mãe” finalmente vai ganhar uma continuação e um final. Por causa do tempo que separou a primeira fase dessa segunda, a autora optou por fazer uma retrospectiva, que dura 12 capítulos. “Vão ficar bem legais”, comentou.

A ideia é que as três protagonistas, Lurdes (Regina Casé), Thelma (Adriana Esteves) e Vitória (Taís Araujo), narrem suas trajetórias, mesclando cenas que já foram ao ar, com outros acontecimentos que ainda não vimos. No total, serão 23 capítulos.

“Fiz um grande off pras três protagonistas da novela, é como se fosse elas contando a vida delas até o ponto que a novela parou, só que com todas as cenas”, adiantou Manuela, que admite ter tido um grande desafio para pensar nessa reestreia.

“São 12 capítulos de meia hora. É um desafio condensar 103 capítulos em 12 de meia hora”. A autora garantiu ainda que o público não terá a sensação de uma retrospectiva. “Acabou virando um híbrido, de uma coisa que a gente já viu, com algo que a gente não viu”.

O surto de Covid-19 será o pano de fundo da nova fase dos personagens. Para abordar a pandemia, “Amor de Mãe” passará por um salto temporal de seis meses em relação aos acontecimentos anteriores, assim que entrarem no ar os capítulos inéditos.

“Eu fiz um salto de seis meses a partir do momento que a Thelma atropela a mãe da Camila, ao invés de colocar essa indicação, eu coloquei o número de mortes e infectados daquele momento”, explica a autora. “No momento que a novela volta tinha 9000 mortos”.

“É difícil falar porque a pandemia teve um aspecto cíclico, dá uma melhorada, piora muito. Hoje em dia morrem por dia muito mais pessoas do que estavam morrendo naquele momento narrativo, quando volta a novela. Muito difícil analisar uma coisa que ainda está acontecendo”.

Questionada sobre as dificuldades de adaptar o roteiro, Manuela afirma que não foram necessários sacrifícios. “Eu não sinto que eu tenha feito sacrifícios dentro da novela, houve uma oscilação no número de capítulos, a solução era diminuir esse contato ao máximo. O final é uma coisa muito importante”.

Nenhum personagem chegou a ser cortado na nova fase e o novo coronavírus aparecerá como mais um obstáculo na vida de todos eles, um reflexo da sociedade atual, que ainda luta para conter o avanço da doença. “O destino dos personagens não foi modificado pela pandemia e a novela não se tornou sobre a pandemia, segue sendo sobre os personagens, a pandemia é um obstáculo”.

Falando em obstáculo, Manuela admite que teve uma dificuldade em condensar os capítulos. “Eu tive poucos, 23 capítulos, eu gosto de uma narrativa mais cavalgada, mas acho que esses capítulos trouxeram o desafio da concisão, que você tem a velocidade, mas o sentimento e emoção precisam de tempo”.

Segundo a autora, o mais importante no retorno às gravações sempre foi a segurança de todos os atores, que deram a palavra final sobre o contato no estúdio e acabaram sendo as pessoas mais colocadas em risco. “Era muito importante pra gente que todo mundo estivesse seguro porque a vida é mais importante”.

“Amor de Mãe”

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