Já vivendo um grande caos em ” Travessia” (Rede Globo), Brisa (Lucy Alves) se deparou com a informação menos improvável de sua vida: segundo um teste de DNA, ela não seria mãe de Tonho (Vicente Alvinte).
Mesmo tendo carregado a criança em seu ventre durante nove meses, o exame não identificou o material genético do pequeno no sangue da personagem – mas existe um motivo complexo para isso ter acontecido.
Brisa descobrirá ter doença rara em “Travessia”
Em uma eterna luta para conseguir a guarda de Tonho, Brisa enfrentará outro problema que a distanciará ainda mais da criança. Após inventar que Ari (Chay Suede) não é pai do pequeno, ela aceitou se submeter a um exame de DNA.
Certa de que seu resultado seria positivo, Brisa não conseguiu acreditar no que lhe foi dito. “Impossível, esse menino não é seu filho”, disparou o médico. “Eu não sou a mãe do menino que eu pari?”, se indignou a mocinha.
No entanto, como é possível que alguém tenha a gestação de uma criança e, ainda assim, não seja considerada a mãe dela? Mesmo que aconteça em casos raríssimos, esta condição existe e é chamada de quimerismo.
Inspirada em um caso real, a novela de Glória Perez fará com que Brisa passe por mais um grande sofrimento. Isso porque a condição faz com que a personagem tenha dois ou mais materiais genéticos.
Em outras palavras, é como se Brisa tivesse “outras pessoas” dentro de si – mais de um sequenciamento de DNA. O normal é que cada um tenha uma combinação de genes única, localizada nos cromossomos.

Desta forma, ao ser analisado o sangue da personagem, não foram identificadas semelhanças com o de Tonho. Os dois não compartilham informações genéticas e, para uma paternidade ou maternidade ser comprovada, é preciso haver esta coincidência.
Por não ser possível identificar de cara o quimerismo, foi concluído que a mocinha não poderia ser a mãe da criança. Apenas novos exames mais detalhados poderiam chegar à conclusão da condição rara.

