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Por que "O Exorcista" dá tanto medo: filme tem estratégia "escondida" que vai além dos sustos

O clássico é impactante não apenas pelos efeitos visuais, mas por algo que entra na mente do espectador sem ele saber
Publicado 29 Set 2023 – 05:30 PM EDT | Atualizado 29 Set 2023 – 05:31 PM EDT
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Regan (Linda Blair) em "O Exorcista" Crédito: Reprodução/Amazon Prime Video

Considerado por muitos um dos filmes de terror mais assustadores e icônicos de todos os tempos “O Exorcista” é único em muitos aspectos. O que muita gente não sabe, porém, é que além da história, da trilha sonora e dos efeitos especiais avançados para a época, o filme tem um elemento “secreto” – e ele torna o longa capaz de deixar o espectador desconfortável mesmo em momentos de calmaria.

"O Exorcista" tem "segredo" que o torna ainda mais assustador


Lançado em novembro de 1974, “ O Exorcista”, filme dirigido por William Friedkin que se tornou um marco na história do terror, é um trauma na vida de muitos. Para a época, ele trouxe às telonas efeitos especiais inéditos que colocou a trama macabra nos pesadelos do público – mas o que o torna mais assustador que o normal é um elemento escondido muito eficaz para entrar na mente de quem o assiste.


No início do filme, em cenas que podem parecer desconectadas da história principal, o padre Merrin (Max von Sydow), aparece em meio a uma expedição arqueológica. Lá, ele encontra uma estatueta do demônio Pazuzu – e, a partir disso, a criatura surge diversas vezes ao longo de todo o filme, ligando o personagem ao caso de possessão.

O que passa despercebido, porém, é que nem sempre Pazuzu aparece de forma explícita. Em alguns momentos, o rosto macabro do demônio pisca na tela por milésimos de segundo ou se mistura às feições de Regan (Linda Blair), personagem que é vítima de possessão. Desta forma, a figura do demônio se torna uma mensagem subliminar, artifício muito usado em propagandas e no meio audiovisual de maneira geral.


Mensagens subliminares são uma forma de se comunicar com o subconsciente do público. Sem perceber conscientemente, o espectador tem seu subconsciente estimulado e direcionado por meio de elementos que causam associações quase de forma automática na mente. Ao assistir a “O Exorcista”, o espectador não registra as aparições de Pazuzu – mas, de forma subconsciente, as aparições são traduzidas em forma de desconforto e medo.


Os momentos em que a figura aparece, inclusive, nem sempre são de tensão e horror. Quando analisado frame por frame, é possível ver que o rosto do demônio aparece até em cenas que seriam aleatórias e calmas - o que garante um espectador amedrontado até mesmo quando não há motivo aparente. Além disso, há um momento em que Regan, já possuída, aparece sentada com uma das mãos erguidas sem uma razão explícita. A posição, porém, é igual à da estátua de Pazuzu mostrada no início do filme, outra mensagem subliminar que estimula o subconsciente.

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