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"Napoleão": cena de imperador com a múmia foi baseada em fatos reais? Entenda

Diretor Ridley Scott explicou por que incluiu a sequência no filme que conta a história do célebre militar francês
Publicado 7 Dez 2023 – 02:09 PM EST | Atualizado 7 Dez 2023 – 02:09 PM EST
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Filme "Napoleão" (2023) mistura realidade e ficção ao contar a história do imperador francês Crédito: Divulgação/AppleTV+

O filme “Napoleão” (“Napoleon”), que conta a história do imperador francês Napoleão Bonaparte, é certamente um dos lançamentos mais grandiosos do ano no cinema, mas não foi recebido de forma unânime pela crítica especializada.


Apesar de ser elogiado pela direção artística e pela atuação de Joaquin Phoenix, o longa-metragem de Ridley Scott tem sido bastante criticado por exagerar em sua liberdade criativa. A cena em que o protagonista fica cara a cara com uma múmia, por exemplo, levantou vários questionamentos. Saiba a verdade por trás da sequência:

Cena da múmia em “Napoleão”: o que é fato e o que é ficção


No filme “Napoleão”, Joaquin Phoenix interpreta o famoso imperador francês que, em pouco tempo, deixa de ser um simples soldado desconhecido para se tornar general aos 24 anos de idade.

Impetuoso e implacável na liderança do exército, ele ganhou notoriedade como grande conquistador de batalhas e de corações, como o de Josefina (Vanessa Kirby), com quem casou e viveu um conturbado relacionamento.


A campanha de Napoleão Bonaparte no Egito, que resultou na famosa Batalha das Pirâmides, é um dos pontos abordados no filme e, para levar às telas a passagem histórica, o diretor Ridley Scott recorreu a pinturas históricas, incluindo a obra que mostra o imperador diante de uma múmia.

A cena, que traz Napoleão observando uma múmia dentro de um sarcófago, não é baseada em um fato real documentado, mas sim na pintura do artista francês Maurice Orange, feita no final do século XIX. Confira a obra original:


Em entrevista ao site Deadline, o diretor contou que a decisão de mostrar a interação de Napoleão com a múmia veio da ideia de fazer um contraponto entre dois períodos históricos diferentes.

“Eu pensei, eu simplesmente tinha que fazer isso, era um belo contraponto de dois universos. O universo moderno de Napoleão Bonaparte, e o universo antigo do faraó”, explicou Scott, destacando ainda que a múmia mostrada “não seria Tutancâmon, talvez um faraó menos importante”.


Com 2 horas e 38 minutos de duração, o filme “Napoleão” está em cartaz nos cinemas. Em breve, o longa-metragem estará disponível para assinantes da plataforma de streaming AppleTV+ em uma versão estendida de 4 horas.

Cinema

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